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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Mensagem do Presidente da AIPA

Eu acredito que os direitos das pessoas não podem ser relativos e dependes das circunstâncias.
Acredito numa sociedade verdadeira inclusiva, onde todos, sem excepção, têm um lugar e usufruem das mesmas oportunidades. 
A luta pelos direitos das pessoas deve ser feita sem reserva e de forma intransigente.
Com esta convicção que marquei a minha presença na apresentação pública do Pride Azores, na convicção de que a construção de uma sociedade inclusiva não pode ser feita de forma "ghetizada", apenas os que são afetados de forma mais direta com uma determinada discriminação. 
Os promotores dessa iniciativa estão de parabéns.
 
Paulo Mendes, Presidente da AIPA (Associação dos Imigrantes nos Açores)

Mensagem da artista Fátima Madruga

Em nome da arte, venho apoiar o esforço inimaginável mantido pelo Terry Costa, motor principal da luta contra a discriminação de pessoas com orientação sexual individual, do foro íntimo, fora do senso comum, absolutamente respeitável e inofensiva pela e para a comunidade.

Apoio a luta da Pride Azores, pois só falando alto e visível sobre preconceitos e discriminação se irão abrindo mentes à liberdade nata em cada ser humano, para a nova Era de harmonia entre os países e os cidadãos neles residentes.

É no arquipélago dos Açores que se pode estabelecer um bom paralelo entre o Mundo e o indivíduo, criando acções de vanguarda para uma sociedade cada vez mais Consciente.

Apoio a Justiça e os Direitos Humanos, por isso apoio a Pride Azores e as suas actividades para o bem da comunidade em geral através da dignificação das minorias.

Por um mundo melhor:
Fátima Madruga

Mensagem da REDE POSITIVO

Os Açores merecem um ANTICICLONE multicolorido para que percebam que o vento nem sempre sopra do mesmo lado, mas pode ser sempre de feição democrática e igual. Independentemente de onde nos geoposicionamos em Portugal, onde o vento sopre politica ou culturalmente "o sol quando nasce é para todos". E os direitos fundamentais também.

A REDE POSITIVO (e o seu Grupo GBLT quem contém necessariamente pessoas de todas as regiões e como tal, açorian@s) tem o maior gosto em vos apoiar. 
Estamos ao V. dispor no que pudermos ser úteis. 

Cumprimentos,
Luís Sá, Administrador
REDE POSITIVO

Mensagem da Diretora Regional de Solidariedade e Trabalho

Esta mensagem foi publicada no facebook no dia 1 de setembro 2012, o dia da primeira Marcha LGBT nos Açores:

Porque hoje se faz história e nós estamos do seu lado!
Não podendo estar presente, associo-me por esta via, a esta iniciativa da Pride Azores, que significa um enorme passo para a representatividade das pessoas LGBT que vivem nos Açores, para a defesa dos seus direitos, para a luta contra a descriminação a que ainda são sujeitos…para a sensibilização da sociedade, das famílias, das autoridades...
Desde 1948 que a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclama uma idéia simples e poderosa: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos!
E com a declaração, ficou claro que os direitos não são conferidos pelos governos, pois eles são direitos inatos a todas as pessoas independentemente do sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.. ( o art.13 da nossa constituição também inscreve o principio da Igualdade Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.)
Não importa em que país vivemos, quem são nossos líderes, ou mesmo quem somos. Somos humanos, portanto, temos direitos. E porque nós temos direitos, os governos são obrigados a promove-los e a protegê-los.

Lutar contra a descriminação das cidadãs e cidadãos LGBT é uma missão de todos porque estão em causa direitos humanos, e meus amigos, quando estão em causa os direitos humanos e por consequência a dignidade da pessoa humana o Governo dos Açores só tem tido uma atitude!
Associa-se a quem os promove, a quem os defende…

Porque apesar da evolução das leis ainda persiste a descriminação, a homofobia, e muitos cidadãos e cidadãs LGBT, nos Açores ainda vivenciam situações de violência e assédio nas suas vidas, para alguns, incluindo muitos jovens, o bullying e a exclusão são experiências diárias que deixam marcas de sofrimento profunda e com consequências cujos custos pessoais, familiares, sociais e até económicos são altíssimos ….

A defesa dos direitos das pessoas LGBT não é uma questão consensual, é aliás muito sensível e o maior obstáculo neste caminho de promoção de direitos é a mudança de mentalidades que estão arreigadas em crenças pessoais, políticas, culturais.
Este esforço ultrapassa todas as competências de qualquer governo, depende de nós e do nosso esforço para aceitar a diferença e respeitar a dignidade de todas as pessoas!
Há um caminho percorrido em Portugal, do ponto de vista legal que não podemos permitir que tenha qualquer retrocesso, o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo desde 2010 e a Lei da identidade de género desde 2011 ambas as Leis consagram direitos básicos da pessoa humana que não podem estar sujeitos a ideologias!
Nos Estados Unidos há uma frase que é frequentemente repetida quando se apela para o apoio aos direitos humanos: " Esteja no lado certo da história".

Tenho a profunda convicção que estamos do lado certo da história" ao apoiar a PRIDE AZORES, porque estar no lado certo da história é concretizar a máxima da declaração Universal dos Direitos.

OBRIGADA PRIDE AZORES

Natércia Gaspar, Diretora Regional de Solidariedade e Trabalho

domingo, 2 de setembro de 2012

FOI UM SUCESSO! Festival Pride Azores 2012

VEJA FOTOS: MARCHA e FESTA PRIDE PHOTOS
reportagens:
dezanove.pt
 RTP Açores

fotospor Cristian Rodriguez
chegada da Marcha ao Tentorium (Portas do Mar)
madrinha da Marcha, Judite Canha Fernandes

presidente da Associação LGBT Pride Azores, Terry Costa

MAIS FOTOS DA SEMANA DE EVENTOS MORE PHOTOS

sábado, 1 de setembro de 2012

HOJE: 1 de setembro 2012 Primeira Marcha LGBTS nos Açores

17h concentração nas Portas da Cidade de Ponta Delgada
Não há convites para uma manifestação - aparece quem quiser, como quiser (na lei, claro). Tod@s são bem vind@s.

18h Marcha de Orgulho LGBTS - saída das Portas da Cidade - Avenida - Portas do Mar

19h Festa Pride no Tentorium, Portas do Mar



INCENTIVO (Faial), 3 de setembro 2012


Ilha Maior (Pico), 7 de setembro 2012

nos jornais... Festival Pride Azores 2012

Terra Nostra (semanal açoriano), 31 de agosto 2012

Açoriano Oriental, 31 de agosto 2012 "Nas Asas da Igualdade"

Diário dos Açores, 31 de agosto 2012

Açoriano Oriental, o mais antigo jornal português, 27 de agosto 2012, página 2 e 3

Dia 4 Festival Pride Azores

Conhecemos  a madrinha e os padrinhos da Marcha na sessão de encontro no Arco 8 Galeria Bar na sexta-feira dia 31 de agosto 2012.
Alexandra Boga, a vice-presidente da associação LGBT Pride Azores também juntou-se ao grupo vinda da ilha do Faial.
Mais uma noite cheia de convívio, conversa e com boas expectativas para com a Marcha de amanhã.
Alexandra Boga, António Serzedelo, Chris Frederick, Judite Fernandes, Terry Costa

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre a Marcha LGBT nos Açores, porque é que eu vou.


Logo que se anunciou a existência de uma associação LGBT nos Açores e a organização de uma Marcha LGBT em São Miguel, se sentiram os ecos da Rosa Luxemburgo, quando dizia: Quem não se movimenta, não sente as amarras que o(a) prendem. A homofobia saiu logo para a rua, de forma explícita e encapotada. Desde o PP que fez disso assunto na Assembleia Regional, aos insultos no Diário Insular, ou aos mais recentes artigos de opinião. A isto se juntaram as centenas de mensagens homofóbicas enviadas à Pride Azores (entre outras centenas de apoio e solidariedade). Sinais de que esta é uma Região com ainda muito para lutar nesta área, como noutras.

Os argumentos são muitos: de que vai ser um carnaval, meia dúzia de gatos pingados estranhos, que não é importante, que não há discriminação, etc. Como é que se avança sequer com este tipo de argumentação é um mistério. Na verdade, toda a agente conhece alguém gay, lésbica ou bi, toda a gente conhece alguma história em que sabe que dessa vida faz parte ser insultado, ser invisível ou estar isolado (e quem não conhece é porque está fechado ao mundo). Toda a gente já viu insultar, directamente ou disfarçado em anedota, na rua ou na mesa dos cafés. Toda a gente sabe do medo de se ser quem é nestas situações, e sabe que ter medo é do mais paralisante que há. Toda a gente sabe da violência, ou de histórias como a que aconteceu ontem em Ponta Delgada, em que alguém disse ao cliente para sair do quarto que tinha acabado de alugar, porque era “um desses maricas que estão por aí”.

Toda a gente sabe também como amar é importante. Toda a gente sabe que a gente não escolhe por quem se apaixona (o que se pode escolher de facto é a forma como construímos a prática desse amor, mas isso é outra história…). Toda a gente que o amor desafia-nos os limites e permite-nos ultrapassá-los. Toda a gente sabe o que é querer fazer com alguém o que a primavera faz com as cerejeiras, como diz o Neruda.

Ou seja, estranho não é a diversidade e o quão fundamental é poder amar livremente. Estranho é negar o óbvio. Estranho é não compreender que é apenas de direitos humanos que se trata. Estranho é aceitar como “natural” a violência. Estranho é silenciarmo-nos perante a injustiça e assim pôr-se do lado de quem oprime. Estranho é não compreender o difícil que deve ser amar alguém que a sociedade nos proíbe amar. Estranho é estranhar a diferença e não ficar feliz perante a diversidade humana. Estranho é alguém ter de andar na rua escondido, a trancar o corpo, só porque mexe mais as ancas ou os braços. Estranho é não poder dar beijos a quem se gosta e já agora um abraço, que estas coisas até são de graça e nem aumentam a dívida externa.

Por isso e por tantas outras coisas que agora não me ocorrem, quando o Terry Costa da Pride Azores me perguntou se queria ser madrinha, aceitei de imediato. Como é que eu posso trabalhar a igualdade, acreditar que ela é fundamental, e depois fugir na hora em que é preciso lutar por ela? Não posso. Nem quero.

Venham gente bonita, tragam um/a amigo/a também, que o silêncio é o combustível do medo.  Venham que a marcha é aberta a toda a gente, não discrimina ;) Venham que é bonito ver a liberdade acontecendo e passarmos a saber não apenas por esperança, mas por memória, que existem outros modelos de viver.

 Judite Fernandes

If i can’t dance, this is not my revolution.
Emma Goldman


Dia 3 do Festival Pride Azores: Ser LGBT nos Açores

A conferência de assuntos LGBT continua, e na noite de quinta-feira dia 30 de agosto 2012 iniciou com um encontro para conversar sobre a manifestação que vai acontecer no sábado dia 1 de setembro "Vais Participar na Marcha?". Um grupo, especialmente de jovens expressaram suas ideias do porque sim e porque não vão participar, mas mesmo os que diziam que não iam participar na Marcha disseram que iriam à Marcha. A conversa foi muito informal mas educativa e aconteceu no Largo do Colégio em frente à Biblioteca; devido à chuva o Jardim de Antero de Quental não estava tanto acolhedor.

O grupo cresceu dramaticamente para 44 participantes quando entramos na Biblioteca Pública e Aquivo Regional de Ponta Delgada para a sessão "Ser LGBT nos Açores".
Francisco Malaquias (Organização Articularte) iniciou a noite com a apresentação do seu "Ensaio sobre a Homossexualidade".

De seguida um painel de cidadãos e cidadãs açorian@s falaram sobre suas experiências desde "sair do armário", ser vítima de homofobia, a relação com as famílias, reacções de professores e médicos, colegas e sociedade açoriana em geral. Foi uma conversa viva e com bastante participação da plateia.

O Festival Pride Azores continua na sexta-feira à noite no Arco 8 Galeira Bar e no sábado 1 de setembro com a Marcha e Festa Pride.

reportagem da dezanove.pt