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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Resposta à campanha de doação de sangue por jovens

O Governo dos Açores lançou no passado dia 3 de julho uma campanha de incentivo a jovens, porém ainda há barreiras que têm de ser ultrapassadas no que diz respeito principalmente à homossexualidade.
No dia 19 de junho do corrente ano, dirigi-me, conforme agendado, ao Serviço de Hematologia HDES para a realização de uma nova dádiva de sangue, sendo a última realizada a 8 de março do mesmo ano. Após a realização do formulário, dirigi-me à triagem onde é efetuada a avaliação dos candidatos a doadores e ao assumir-me como homossexual à colaboradora Paula, a mesma transmitiu-me, por indicação da médica, e antes do final da avaliação, que apenas pela minha orientação sexual não estaria apto para a realização da doação por, passo a citar,"ter um maior risco ao vírus devido à prática anal”.
Segundo a norma em vigor: https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n-0092016-de-19092016-pdf.aspx, nenhum dos referidos comportamentos de risco  se verifica na minha situação, nem, em nenhum momento, refere a orientação sexual.
Ora, perante esta, só pode significar que teriam de avaliar detalhadamente a minha situação para perceber se teria comportamentos de risco ou não ao invés de assumirem que por ser homossexual os teria. Devemos ter em atenção A referida colaboradora do HDES, precipitadamente concluiu que a homossexualidade só por si consubstanciava um comportamento de risco, quando entendo que gravosa é a prática sexual com diversos parceiros desconhecidos e sem a utilização de preservativo, independentemente da orientação sexual.
            Com base no Relatório de Infeção VIH e SIDA em Portugal de 2019 elaborado pela Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do Departamento de Doenças Infeciosas do INSA, em colaboração com o Programa Nacional da Infeção VIH e SIDA da DGS, a maioria dos novos casos ocorreu em indivíduos naturais de Portugal (64,2%), mantendo-se o predomínio de casos de transmissão heterossexual.
            Neste contexto, e segundo a Norma n.º 009/2016, os serviços de hematologia devem rever o critério de “comportamento de risco”  e ainda um esclarecimento científico fundamentado invocado para obstar à doação de sangue por homossexuais.
 No que compete ao governo, é que sejam dadas orientações aos representantes do HDES no sentido de melhorarem a abordagem do serviço em situações futuras, garantindo, na medida do possível, que os funcionários que efetuam a triagem da doação de sangue saberem os fundamentos subjacentes à não aceitação de sangue baseados na orientação sexual sob pena de transmitirem a mensagem de que um preconceito vale mais do que uma vida que poderia ser salva.



Com os melhores cumprimentos,

                             Pedro Henrique

quinta-feira, 25 de junho de 2020

GLOBAL PRIDE - sábado 27 de junho 2020 ONLINE

"GLOBAL PRIDE" BRILHARÁ 'FOCO HISTÓRICO NO MUNDO INTEIRO' NA DIVERSIDADE GLOBAL DA COMUNIDADE LGBTI+

O Global Pride, o evento de Orgulho virtual de 24 horas que acontecerá neste fim de semana, iluminará os membros da comunidade LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bisexuais, Trans, Intergénero e aliados) de todos os continentes. Os organizadores dizem que tem o potencial de ser o maior evento LGBTI+ de todos os tempos.

Mais de 500 entidades comunitárias Pride e LGBTI+ de 91 países contribuíram com mais de 1.500 filmes para o projeto Global Pride, lançado em 1º de abril com menos de três meses para planear, organizar e realizar o evento.

Os organizadores já anunciaram vários políticos mundiais, incluindo o ex-vice-presidente dos EUA Joe Biden, o primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau e o presidente austríaco Alexander van der Bellen. A transmissão inclui muitos mais líderes políticos, incluindo o único parlamentar transgênero na Europa Vladimir Luxuria, o prefeito de Nova York Bill de Blasio e o legislador argentino Vilma Ibarra. O evento também ampliará as vozes negras, em reconhecimento à resposta internacional às mortes de George Floyd, Tony McCabe e outros que provocaram uma conversa histórica por justiça racial, trabalhando com os fundadores do movimento Black Lives Matter.

Celebridades e artistas do cinema, televisão, música, teatro, belas artes e literatura dos quatro cantos do mundo apresentam-se no programa de 24 horas, que a Associação LGBT Pride Azores também se junta a transmitir em direto através da página do facebook: PrideAzores. Tudo acontece sábado, 27 de junho, uma data histórica para esta comunidade. 

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Desafio a Artistas

MiratecArts lança desafio a projeto LGBT

A associação MiratecArts anuncia que a verba de 2 mil Euros recebidos do autarca Roberto Silva vai ser dedicada a um projeto LGBT na luta contra a Homofobia e Transfobia. 

O caso que Terry Costa, diretor artístico da MiratecArts, levou ao Ministério Público contra o autarca das Lajes do Pico, Açores, devido à utilização de uma expressão difamadora à sua orientação sexual, foi encerrado com um pedido público de desculpas do autarca e um pagamento de 2 mil Euros a Terry Costa, o lesado assistente. Este desfecho compreende uma admissão da inadmissibilidade de discriminação e de linguagem ofensiva contra pessoas lésbicas, gay, bissexuais, trans ou intersexo (LGBT), principalmente quando proferidas por pessoas com responsabilidades políticas e democraticamente eleitas, e será um caso paradigmático em Portugal, visto nunca antes tal retratamento público ter ocorrido. Por sua vez, Terry Costa doou o pagamento à associação MiratecArts com o objetivo de dar mais visibilidade à luta contra a discriminação de pessoas LGBT, uma realidade que centenas de açorianos enfrentam diariamente. 

Para o efeito, a MiratecArts desafia artistas açorianos a fazerem uma proposta de projeto artístico na temática do Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia. As ideias de projetos são aceites por escrito através do email info@mirateca.com de 17 de Maio até 17 de junho 2020.

O Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia, assinalado a 17 de maio, foi criado para chamar a atenção para a violência, discriminação e preconceito sentidos por pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero (LGBT), e por vezes também usado com os mesmos objetivos para incluir pessoas intersexo e pessoas com expressões de género variantes ou atípicas. A data de 17 de maio foi escolhida especificamente para comemorar a decisão da Organização Mundial da Saúde em 1990 de desclassificar a homossexualidade como um distúrbio mental da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), uma das primeiras grandes conquistas da comunidade e do ativismo LGBT. Este dia representa um marco mundial anual importante para chamar a atenção dos decisores, da comunicação social, do público, das empresas, de líderes de opinião, das autoridades locais e da população em geral, para a situação enfrentada por pessoas com orientação sexual, identidade, expressão de género, ou características sexuais atípicas.

Este projeto está a ser promovido em parceria com a Associação LGBT Pride Azores.


quinta-feira, 16 de maio de 2019

Pride Azores marca na ilha do Pico o dia contra a Homofobia

Pride Azores marca na ilha do Pico o dia contra a Homofobia

O Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia é 17 de maio e todos os anos a Pride Azores marca com atividade na região. Este ano, o fundador da associação, activista Terry Costa, vai à Escola Cardeal Costa Nunes, na Madalena do Pico, a pedido dos alunos. Apresentações sobre a temática, seguidas de perguntas pelos jovens estudantes, vão assim dar lugar a este momento Pride Azores na ilha do Pico, onde Terry Costa pretende focar na violência online, o tema internacional LGBT do ano.

O Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia é marcado a 17 de maio, data escolhida lembrando da exclusão da Homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde da Organização Mundial da Saúde em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992. Um pouco por todo o mundo faz-se neste dia marchas, cordões humanos, entre outras actividades com o objectivo de sensibilizar.
A Associação LGBT Pride Azores foi fundada em dezembro 2011. O grupo de voluntários já lideraram 3 festivais Pride Azores com atividades diversas incluindo filmes, debates e marchas na ilha de São Miguel. O Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia já foi marcado nas ilhas de São Miguel por vários anos, duas vezes na Terceira, duas vezes no Faial e este evento na escola marca o terceiro na ilha do Pico. O papel principal da Pride Azores continua com apoio a açorianos LGBT, responder sobre os assuntos na região, assim como programação nas escolas, e outros locais, para sensibilizar para com um mundo de diferenças e educar sobre as injustiças e o trabalho que ainda falta fazer para um mundo com mais igualdade nos direitos humanos.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

17 de Maio 2019

E chegamos a mais um Dia Internacional da Luta Contra a Homofobia & Transfobia - vamos falar do assunto.
Neste dia, o fundador da Pride Azores, Terry Costa, foi convidado a apresentar o tema e sessões de Q&A com alunos na Escola Cardeal Costa Nunes na ilha do Pico - será a primeira vez que "a escola" convida o activista de assuntos LGBT a participar no seu programa do ano com este assunto pertinente e que cada vez mais afecta famílias açorianas. Passo a passo vamos criando um mundo melhor.

E na ilha de São Miguel, a UMAR e PDL LGBT juntam forças em Homenagem a Marielle Franco:

domingo, 17 de fevereiro de 2019

o futuro é com vocês

Quem deseja liderar programas e eventos na temática LGBT nos Açores. A associação LGBT Pride Azores apoia com logística, promoção e tudo o que tenha ao seu alcance. Mas, o futuro é com vocês... prideazores@gmail.com

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores presente na PDL PRIDE18

"Muito obrigado, Pedro e Ponta Delgada LGBT por me convidarem para este bonito evento cheio de arco-íris. É uma enorme honra estar aqui, não só como Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores, mas também como homem gay. Levei décadas para chegar ao ponto onde me encontro, confortável e orgulhoso da minha identidade. Ao contrário da forma asiática dos meus olhos, a minha sexualidade não é visível, mas é também parte importante daquilo que sou. Quando andava na escola, pensava que era o único que se sentia diferente, que seria o único a não ter os mesmos sentimentos que o resto dos meus amigos e colegas. Mais tarde, aprendi que não estava sozinho. Conheci outras pessoas como eu. Fiz amigos que me apoiavam incondicionalmente. Assumi-me perante os meus pais. E segui em frente. Também tive muita sorte em ter nascido e sido criado em Nova Iorque, onde existe uma grande comunidade gay, com muitos exemplos de referência.
De facto, o movimento dos direitos gay na história moderna começou em Nova Iorque em 1969. Durante os Stonewall Riots, membros das comunidades gay e transexual foram para a rua para defenderem e lutarem pelos seus direitos. Nesses dias, amar alguém do mesmo sexo era ilegal em quase todos os 50 estados americanos; lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais não tinham qualquer tipo de protecção ao assédio e à violência. Felizmente, o progresso foi imenso. Hoje, casamento com pessoas do mesmo sexo é permitido por todos os Estados Unidos, e muitas pessoas vivem orgulhosas, incluindo celebridades como Ellen Degeneres, CEOs como Tim Cook da Apple, e políticos como a Senadora norte-americana, Tammy Baldwin. Enquanto temos muitas coisas para celebrar, ainda temos muito mais que fazer. Há dois anos, 49 pessoas foram assassinadas na Pulse, uma discoteca gay em Orlando. Como disse o Secretário de Estado norte-americano, “em muitas partes do mundo, continua a haver violência, assédio e intimidação a pessoas LGBTI que defendem os direitos humanos, participando em marchas pacíficas, expressando os seus ideais, ou simplesmente sendo quem são”. Falei, recentemente, com dois activistas gay, que me disseram que o maior problema nos Açores para a comunidade LGBT é a indiferença. Indiferença. Isso entristeceu-me. Como referiu Elie Wiesel, o vencedor do Prémio Nobel e sobrevivente do holocausto, o oposto do amor não é o ódio, mas sim a indiferença. Amando pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto, todos merecemos viver livres e com autenticidade, com total apoio dos nossos amigos, família e comunidade. Quando somos reconhecidos e admirados por quem somos e pelas pessoas de quem gostamos, o mundo segue em frente. É também um facto que os países que mais aceitam e apoiam os direitos LGBTI são os que tem maior desenvolvimento económico. Eventos como este de hoje, são importantes porque mostram que existimos. Somos amigos, vizinhos, colegas e família. Para simplificar, amor é amor, e abrange todas as suas muitas formas. Para concluir, gostaria de agradecer aos organizadores e apoiantes que se juntaram, hoje, a nós. Happy Pride!"

Jason Chue, Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores


Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores, Jason Chue, com Pedro Morais, organizador do PDL PRIDE18, e Terry Costa, o fundador da Associação LGBT Pride Azores

Pride 2018

Porque o movimento é de todas e todos que participam em nome de todos e todas que ainda não conseguem ter voz. Porque o "orgulho" (Pride) é de não ter medo, é de viver naturalmente na sociedade. Passo a passo... Obrigado Pedro Morais por liderares esta manifestação em PDL PRIDE18. Sempre em frente. 
Obrigado a todas e todos que se juntaram e caminharam em nome do movimento LGBT. 
tc
Foto: Obrigado BE

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Fobias afetam todas as idades

Fobias afetam todas as idades

O dia 17 de Maio é marcado pelo mundo como Dia Internacional Contra a Homofobia e Transfobia.  Fobias afetam todas as idades é a mensagem que a associação LGBT Pride Azores deseja explorar este ano, com o foco principal sendo dedicado a pessoas de terceira idade, quase sempre esquecidas nesta luta para com os direitos humanos. 

Idosos LGBT experienciam os mesmos problemas relacionados ao envelhecimento que todos os outros idosos. No entanto, estudos sobre suas condições de vida mostram que muitos idosos LGBT também enfrentam desafios especiais. Em geral, não têm uma rede de apoio familiar tão forte quanto a dos heterossexuais; têm medo de serem submetidos a homofobia e transfobia em ambientes seniores e temem que tenham que esconder sua orientação sexual ou sua identidade ou expressão de género; são mais propensos do que a pessoa comum a sentir solidão e depressão e desenvolver transtornos por uso de substâncias; e, são mais propensos a contemplar o suicídio.

Esta situação é o resultado de dificuldades encontradas durante suas vidas. A criminalização, a condenação religiosa da homossexualidade e da identidade trans são a fonte de estereótipos, preconceitos e estigmas que persistem até hoje. Essa falha em reconhecer suas circunstâncias especiais, especialmente em locais onde os idosos vivem e recebem serviços, tem impactos negativos em sua saúde física e psicológica.

Assim, a associação LGBT Pride Azores, junta-se a várias entidades regionais, nacionais e internacionais, para lançar um cartaz na Internet, pelas redes sociais, e apelando a meios de comunicação para o imprimir nas suas páginas de jornais, e colocar nos sites e blogs. A visibilidade é importante, especialmente para quem se sente só tenha mais esperança e incentive a viver seu dia a dia sendo quem é, e não o escondendo da sociedade à sua volta. No dia 17 de Maio lembre-se de todas as pessoas que fizeram ou fazem parte da sua vida, e ainda são discriminados por serem humanos, especialmente os que já tem mais experiência de vida.