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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores presente na PDL PRIDE18

"Muito obrigado, Pedro e Ponta Delgada LGBT por me convidarem para este bonito evento cheio de arco-íris. É uma enorme honra estar aqui, não só como Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores, mas também como homem gay. Levei décadas para chegar ao ponto onde me encontro, confortável e orgulhoso da minha identidade. Ao contrário da forma asiática dos meus olhos, a minha sexualidade não é visível, mas é também parte importante daquilo que sou. Quando andava na escola, pensava que era o único que se sentia diferente, que seria o único a não ter os mesmos sentimentos que o resto dos meus amigos e colegas. Mais tarde, aprendi que não estava sozinho. Conheci outras pessoas como eu. Fiz amigos que me apoiavam incondicionalmente. Assumi-me perante os meus pais. E segui em frente. Também tive muita sorte em ter nascido e sido criado em Nova Iorque, onde existe uma grande comunidade gay, com muitos exemplos de referência.
De facto, o movimento dos direitos gay na história moderna começou em Nova Iorque em 1969. Durante os Stonewall Riots, membros das comunidades gay e transexual foram para a rua para defenderem e lutarem pelos seus direitos. Nesses dias, amar alguém do mesmo sexo era ilegal em quase todos os 50 estados americanos; lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais não tinham qualquer tipo de protecção ao assédio e à violência. Felizmente, o progresso foi imenso. Hoje, casamento com pessoas do mesmo sexo é permitido por todos os Estados Unidos, e muitas pessoas vivem orgulhosas, incluindo celebridades como Ellen Degeneres, CEOs como Tim Cook da Apple, e políticos como a Senadora norte-americana, Tammy Baldwin. Enquanto temos muitas coisas para celebrar, ainda temos muito mais que fazer. Há dois anos, 49 pessoas foram assassinadas na Pulse, uma discoteca gay em Orlando. Como disse o Secretário de Estado norte-americano, “em muitas partes do mundo, continua a haver violência, assédio e intimidação a pessoas LGBTI que defendem os direitos humanos, participando em marchas pacíficas, expressando os seus ideais, ou simplesmente sendo quem são”. Falei, recentemente, com dois activistas gay, que me disseram que o maior problema nos Açores para a comunidade LGBT é a indiferença. Indiferença. Isso entristeceu-me. Como referiu Elie Wiesel, o vencedor do Prémio Nobel e sobrevivente do holocausto, o oposto do amor não é o ódio, mas sim a indiferença. Amando pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto, todos merecemos viver livres e com autenticidade, com total apoio dos nossos amigos, família e comunidade. Quando somos reconhecidos e admirados por quem somos e pelas pessoas de quem gostamos, o mundo segue em frente. É também um facto que os países que mais aceitam e apoiam os direitos LGBTI são os que tem maior desenvolvimento económico. Eventos como este de hoje, são importantes porque mostram que existimos. Somos amigos, vizinhos, colegas e família. Para simplificar, amor é amor, e abrange todas as suas muitas formas. Para concluir, gostaria de agradecer aos organizadores e apoiantes que se juntaram, hoje, a nós. Happy Pride!"

Jason Chue, Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores


Cônsul dos Estados Unidos da América nos Açores, Jason Chue, com Pedro Morais, organizador do PDL PRIDE18, e Terry Costa, o fundador da Associação LGBT Pride Azores

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